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agosto 31, 2011

Você está disposto a perder sua identidade? É simples, alimente dentro de você que está pela metade.
Muitas pessoas levam a sério frases do tipo “procuro minha outra metade” ou “metade da minha laranja”, e sentem-se tão convictas disso que o dia que acreditam ter encontrado, vão ao longo do tempo se perdendo, se aniquilando, e o pior, se anulando. Quando eu era mais jovem, lá pelos meus vinte e poucos anos, talvez devido às minhas inseguranças (não que hoje seja completamente seguro), ou um romantismo exagerado próprio da idade, também cheguei a pensar assim, entretanto com um pouco mais de experiência adquirida ao longo da vida, vejo que esse tipo de procura só me trouxe malefício.

Hoje o que eu procuro é simplesmente companhia de vida, amante sim, porém uma pessoa inteira e íntegra, uma companhia que siga comigo o resto de caminho pela vida, inteira dentro de seus propósitos, forte e fraca dentro da normalidade humana. Não procuro alguém igual a mim, para isso basta me olhar no espelho, procuro sim uma “laranja” inteira, com sucos azedos e doces, e sementes fertilizadoras, com “neuras” também, por que não? Quem não as tem? Não procuro perfeição, eu não sou perfeito.
Hoje não caio mais na armadilha da “minha outra metade” pelo simples fato de eu não ser metade de ninguém, pois sou pessoa inteira, e se existem outras partes, elas fazem parte apenas de mim, estão em mim, e cabe a mim juntá-las uma a uma como se fosse um jogo de quebra-cabeça, até me formar por inteiro. Definitivamente não procuro minha outra metade.

Um dos grandes perigos desse tipo de procura é exatamente ficar pela metade no meio do caminho, perdido e anulado, enquanto a outra suposta metade resolve experimentar o “sabor diferente” de outra laranja. Os danos nesse caso são grandes, como diz a música. você vai ficar ”sentado à beira de um caminho que não tem mais fim”, e continua... ”preciso lembrar que eu existo”... Lembre-se disso antes que seja tarde.
Portanto não espere encontrar a sua “outra metade”, espere encontrar alguém que o compreenda, fiel aos seus princípios, ético, que o respeite, e sobretudo que seja inteiro e não pela metade. Não procure perfeição, mas sim façam ambos um pacto pela melhoria, pelo relacionamento saudável e pelo ensinamento mútuo, enfim, em prol do crescimento.

Talvez nos tempos em que vivemos atualmente, que tudo parece ter de ser rápido e efêmero, os mais jovens ainda não têm consciência disso, contudo os dias e os anos também cavalgam com rapidez estonteante, e num belo dia chegamos à conclusão de que ao longo da vida estimulamos conceitos romanescos passageiros em detrimento de valores essenciais, duráveis e verdadeiros. Um relacionamento repleto de romantismo é tudo o que queremos, mas que seja apenas romântico e não fantasioso a ponto de nos tornarmos metade de algo, ou de nós mesmos. Sejamos inteiros e procuremos parceiros inteiros, porque duas metades serão sempre metades, e duas metades serão sempre dependentes uma da outra, sem identidades próprias. O custo disso? Lamento, e autoestima baixa.
Só podemos dar ao outro aquilo que somos e temos por inteiro, e vice-versa.

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