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novembro 28, 2012



Pesquisadores canadenses, que trabalham para desenvolver a primeira vacina anti-HIV do mundo, anunciaram que venceram um grande obstáculo.






Resultados iniciais da fase 1 de um ensaio clínico conduzido pelos cientistas da Universidade do Oeste, em Ontário, não mostraram nenhum efeito adverso ao mesmo tempo em que foi registrado uma considerável melhora na imunidade. A vacina, baseada em um vírus morto, e geneticamente modificado  pode agora passar para a próxima fase de testes. Se tudo continuar bem, a vacina poderá ser comercializada em cinco anos.



A AIDS, doença causada pelo vírus HIV, surgiu nos anos 80 e já matou mais de 28 milhões de pessoas no mundo todo. Atualmente, 34 milhões são portadores do vírus. Até hoje, todas as tentativas de se criar uma vacina eficaz foram fracassadas, mas se as indicações iniciais desta nova vacina forem procedentes, a situação pode mudar em breve.



A vacina, chamada SAV0001-H, está sendo desenvolvida pelo Dr. Chil-Yong Kang e sua equipe na Escola Schulich de Medicina e Odontologia da Universidade do Oeste, com o apoio da Sumagen do Canadá. A primeira fase do ensaio foi feita em março deste ano em um estudo aleatório, não enxergado pelos observadores e com um grupo-controle que recebia um tratamento de placebo, ou seja, um tratamento propositalmente ineficaz. O estudo envolvia homens e mulheres infectados e com idades variando entre 18 e 50 anos.

Os resultados dos ensaios mostraram que os pacientes não vivenciaram efeitos adversos,  ou seja, não houve reações locais às injeções, nem nenhum tipo de sinal, sintoma ou reações de toxicidade. Pelo fato dos primeiros resultados mostrarem segurança e tolerância em humanos, Chil-Yong está pronto para embarcar na próxima fase dos ensaios clínicos para estudar a imunidade da vacina e sua eficácia.

“Nós estamos maravilhados por estarmos um passo mais perto da primeira vacina anti-HIV comercializada”, disse o Dr. Dong Joon Kim no comunicado oficial.

A vacina, interessante notar, utiliza o HIV-1 inativado – assim como as vacinas que são usadas para tratar a pólio, o vírus influenza, a raiva e a hepatite A.
As tentativas de se criar uma vacina anti-HIV convencional envolvia um foco em um componente específico do HIV. Uma vacina com organismos mortos é uma vacina feita com agentes virulentos ou infecciosos que foram desativados de alguma maneira, tipicamente por radiação, calor ou produtos químicos. Nesse caso, o HIV-1 foi geneticamente alterado para que não fosse patogênico e pudesse ser produzido em grandes quantidades.

A segunda fase do ensaio clínico, que começará no ano que vem, envolverá um teste da vacina em 600 voluntários soronegativos sob alto risco de infecção. Isso permitirá que os pesquisadores meçam a resposta imunológica. Para a fase 3, são esperados 6 mil voluntários soronegativos recrutados de diversos países e que também estejam sob alto risco de infecção.

Além disso, a Sumagen buscará parceria com empresas farmacêuticas multinacionais para globalizar os ensaios clínicos e a comercialização. A Sumagen Co. Ltda é uma empresa farmacêutica coreana fundada para financiar o desenvolvimento da vacina anti-HIV.
Fonte: io9, via Jornal Ciência
Foto: Alexander Raths/Shutterstock.com


O Autor do Blog
Geraldo Ráiss Geraldo Ráiss (pseudônimo), criador e editor do Blog, estudou Administração de Empresas, autodidata, tem como hobbie escrever poemas e romances. Apreciador da boa música e das artes, e claro, criar artigos para o Blog.

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