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setembro 22, 2011

A Idade Média foi de um modo geral hostil aos gatos, que eram associados às feiticeiras e feitiçarias, e considerados criaturas diabólicas. Nesta época nasceu a maioria das superstições, das quais algumas chegaram até nossos dias. O que aconteceu com os gatos que eram adorados no Antigo Egito, para passarem a ser execrados na Era Medieval ?

No Antigo Egito, em torno de 4 mil a. C., os egípcios domesticaram gatos, que foram usados para o controle de pragas em seus estoques de grãos. Ficaram tão impressionados com as qualidades de caçador dos gatos, que passaram a considerá-los sagrados. A deusa Bastet, deusa da fertilidade e felicidade, era representada como uma mulher com cabeça de gato. Do Egito, os gatos foram levados para a Itália: na Roma Antiga, já eram considerados símbolos da liberdade e, qualquer representação da deusa da Liberdade apresentava um gato repousando a seus pés. Da Itália espalharam-se pelo restante da Europa .


A ligação dos gatos com os cultos pagãos desencadeou uma campanha da Igreja Católica contra eles. Nos mitos escandinavos, que originaram muitas das crenças pagãs, a carruagem de Freyja , deusa do amor e da cura, era puxada por gatos. A deusa guardava em seu jardim as maçãs com as quais se alimentavam os deuses no Valhalla, e sua iconografia é representada por gatos puxando sua carruagem, acabando por haver a associação entre o animal e a própria divindade. O culto a Freyja foi considerado heresia e os membros desta seita severamente punidos com tortura e morte. Como os gatos faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos, principalmente os pretos.

Na Europa o dia de Todos os Santos, data importantíssima para a Velha Religião (pagã), era comemorado, pelos cristãos, jogando-se na fogueira, sacos cheios de gatos vivos. Os supersticiosos acreditavam que as bruxas poderiam se transformar em gatos, que eram então queimados vivos pelos cristãos que os consideravam agentes do mal. Se alguém fosse visto alimentado ou ajudando um gato, era denunciado como bruxa, e era torturado e morto. As pessoas acusadas de bruxaria e seus gatos, eram responsabilizados por qualquer catástrofe que acontecesse: tempestades, falta de chuvas, má colheita, doenças, mortes súbitas, etc.. A partir disso, o gato se converteu em bode expiatório para as tentativas de "purificação" da Igreja Católica, ou seja, a eliminação de todo e qualquer vestígio do paganismo (ou Velha Religião). Essa perseguição gerou várias superstições, como a de que cruzar com um gato preto "dá azar", que o gato é o olho do diabo, etc..

Essa prática de queimar gatos acabou por estender-se a qualquer tipo de comemoração, o que quase dizimou a população felina, e consequentemente favoreceu a multiplicação de ratos, praga que portava um mal infinitamente superior aos "demoníacos" gatos: a peste bubônica ou peste negra. A peste disseminou-se por toda a Europa. A peste bubônica , em meados do século XIV, devastou a população européia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram desta doença. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente, e não havia mais gatos, predadores naturais dos ratos. Além disso, as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas e os ratos espalharam-se facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar,  bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa.

No ano de 1400 os gatos estavam a ponto de desaparecer da Europa. Recobram-se a partir do século 17, principalmente por sua habilidade em caçar os ratos, causadores de perdas significativas nas lavouras e propagadores de doenças temíveis para o homem, sendo aceitos, novamente, nas casas e nos navios, para acabarem com os roedores.

A partir do século XIX, o gato voltou a ser exaltado - até por escritores como Victor Hugo e Baudelaire.

Atualmente, os gatos são considerados pets ideais, tanto para apartamentos como casas; não são ruidosos, não precisam ser levados para passear, comem pouco, são extremamente limpos, agradáveis e afáveis, sendo muito companheiros e fiéis aos seus donos.

Artigo da Dra. Martha Follain
Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524
Fonte: greepet

2 comentários:

  1. Interessante e educativo este seu artigo, mas se me permite, até pode ser uma lenda ou mito. Os gatos tornaram-se animais muito prestigiados no antigo Egipto por causa dos ratos. Os celeiros de grão dos Armazéns dos Faraós eram pilhados por hordas de ratos, até que por mero acaso o gatos foram introduzidos neste país, e a caçada que fizeram na rataria puseram a salvo as colheitas dos cereais. Por este motivo os gatos tornaram-se animais sagrados no Antigo Egipto.
    Vou seguir seu blog, se ainda o não tiver feito.
    Blogues educativos como o seu enriquecem sempre o mundo blogueiro.

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  2. Atualmente eu moro numa ilha e lá tem muiiiitos gatos. Logo que fui morar, eu soube que 17 gatos foram mortos ao mesmo tempo na ilha vizinha. Eu já vi um video que denunciava uns sujeitos que maltratavam até a morte os gatos.

    Eu tenho uma. Foi a minha opção de ter animal em casa, porque não tinha coragem de deixar um cachorro sozinho por horas. Gatos são mais na deles.

    Ela me conquistou e é super mansa. Graças a ela, eu encontro as baratas ou de cabeça para baixo ou praticamente mortas. Então... viva a modernidade, o povo antigo era muito estúpido mesmo.

    Beijos

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