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setembro 23, 2011




Introdução 
Na foto abaixo, você pode ter uma idéia de como era a Roma Imperial. Trata-se de uma maquete que se encontra no Museo della Civiltà Romana.







Roma está envolvida em quase três mil anos de história, e é uma das cidades mais antigas. Em Roma nasceu o latim, que dominou a cultura por dois milênios. O Direito que nasceu em Roma, inspirou os códigos de todo o Ocidente. A arte e a arquitetura ficaram como modelos e inspiração por séculos pelos países. Seu nome porém, é um enigma. Deriva de stroma, ou seja, cidade do rio? Ou então de Ruma, nome etrusco? Ou do lendário Rômulo, que teria fundado a cidade com seu irmão Remo?
O certo é que Roma nasceu na colina Palatina, como uma aldeia de pastores e camponeses, e entrou para a história a partir de 753 a.C., data tradicional da sua fundação.
A "Cidade Eterna", como foi chamada, é em toda sua essência, uma obra de arte, seria impossível mostrá-la aqui em toda sua formosura e história. Sendo assim, nos limitaremos a um pequenino, mas pequenino mesmo, passeio por algumas encantadoras praças com suas estupendas fontes, templos, e lugares, dessa magnífica cidade que acolheu os maiores gênios da arte e arquitetura que esse mundo já viu.

Coliseu
Este é o anfiteatro mais bonito da romanidade, mas seu verdadeiro nome é Anfiteatro Flávio. Foi mandado construir por Vespasiano em 72 d.C, e em sua inauguração foram sacrificados cinco mil animais. Durante séculos abrigou espetáculos de feiras e lutas de gladiadores, pelo menos até 523. Não existem provas de que neste anfiteatro foram mortos cristãos, sacrificados por leões, porém mais tarde tenha sido consagrado aos mártires cristãos, o que o salvou da destruição. Muitas pedras de sua fachada foram usadas para a construção da Basílica de São Pedro.
O Coliseu é uma elipse, que mede 188 metros no eixo maior e 156 metros no menor. A fachada tem quarenta e oito metros e meio de altura, oitenta arcos de ingresso, dando acesso a cinqüenta e cinco mil pessoas. Tem-se notícias de que o teatro poderia ser evacuado inteiramente em oito minutos, devido sua forma de construção. Ai morreram inúmeros elefantes, leões, hipopótamos e sobretudo homens (escolhidos entre escravos, prisioneiros ou criminosos), para a satisfação de todos.


Foro Romano
Você está no coração da Roma Antiga. Aqui Roma construiu seu Foro, lugar onde se desenvolvia toda a atividade política, religiosa e mercantil. Andar por essas ruínas é preciso muito esforço de fantasia e um pouco de conhecimento antigo. São dez séculos de história. Daqui os oradores falavam ao povo romano, que devia eleger seus magistrados. Aqui temos também a Cúria , sede do Senado e máximo centro político da Roma Antiga. Temos também a Basílica, o lugar onde se administrava a justiça. Era constituída por uma grande sala retangular. Uma das mais antigas é a Basílica Emília, fundada em 179 a.C., pelo censor Emílio Lepido. Era luxuosamente decorada, mas na Idade Média foi devastada pelos bárbaros.
Encontram-se aqui também, ruinas de um pórtico colunado, chamado Pórtico dos Deuses Permissivos. Era provavelmente dedicado às doze maiores divindades do Olimpo.

Quando César foi assassinado, seu corpo foi cremado no Foro e em seu lugar foi erguida inicialmente uma coluna e, em 29 a.C., um Templo que Augusto dedicou a César, inaugurando o primeiro caso de divinização de um imperador depois da morte.
O Templo de Antônio e Faustina foi dedicado em 141 por Antônio Pio à sua esposa, e depois de sua morte, à sua memória imperial. É um dos mais conservados, pois foi transformado em igreja, hoje igreja de São Lourenço. Construído sobre um pódio alto, possui uma esplêndida fachada com bancadas e colunas de mármore.

Quando o Foro Romano não foi mais suficiente, devido ao aumento da população, nasceram outros Foros, chamados de Imperiais. O último que foi construído e mais luxuoso, foi o Foro Trajano, construído para comemorar a vitória sobre os Dácios, com trezentos metros de comprimento e cento e oitenta e cinco de largura. Ali encontra-se a célebre Coluna Trajana, entre duas bibliotecas e próximo ao Templo do Divino Trajano. Entre outros também ergueram-se o Foro de César, Foro de Augusto, Foro de Nerva, Foro de Vespasiano.

Capitólio

A colina que era a acrópole (ponto central religioso) da Antiga Roma. O Capitólio foi na Idade Média, sede de uma prisão. Depois o Papa Paulo III, em 1536, colocou a praça nas mãos de Miquelangelo, e este desenhou sua estrutura. Com sua morte, as obras passaram pelas mãos de Jaime Della Porta e Jeronimo Rainaldi.
Caminhando mais alguns passos, estaremos na Praça Veneza.









Praça Veneza
Nesta praça encontramos o Palácio Veneza. Construído no reinado do papa Paolo II ( 1464 – 1471 ), foi um dos primeiros monumentos do Renascimento. No primeiro andar um museu conserva uma coleção de arte medieval, tapeçarias, pratearias, armas, cerâmicas, e pequenas peças de bronze dos séculos XV ao XVII. Da sacada do primeiro andar, Benito Mussolini, ditador fascista, fazia seus discursos ao povo, e onde em 1938, esteve Hitler. Com uma fachada renascentista, a Basílica de São Marcos foi incorporada ao conjunto, no século XV.
Vamos agora retornar à Praça Vitorio Emanuelle II, tomar o metrô e visitar a primeira praça.






Praça da República

É uma das mais belas praças romanas, do fim do século XVIII.
Os dois edifícios, da direita e da esquerda, da Via Nazionale são obras do arquiteto Gaetano Kock, ao qual também se deve o projeto da praça.
No meio da praça encontra-se a Fonte de Naiadi, decorada com quatro grupos de estátuas femininas, e ao centro uma estátua masculina, que representa o "Homem Vitorioso" sobre a natureza, obra do escultor Mário Rutelli.









Praça Barberini
Aqui, uma obra estupenda de Bernini, A Fonte de Tritão. Foi realizada a pedido do papa Urbano VIII, na metade de seiscentos, onde a água cai sobre dois tritões que seguram uma concha. Também o Palácio Barberini, pode ser visitado. Pertenceu à família Barberini, que possuía quase todo bairro. O palácio é atribuído a Carlos Maderno, e mais tarde trabalharam os dois grandes artistas Borromini e Bernini. Dentro do palácio, tetos pintados com frescos, obras de Filippo Lippi, Lourenço Lotto, André del Sarto, Perugino e Caravaggio. Entre as obras o belíssimo quadro de Raffaello, "O retrato da Padeira" (Fornarina). De Caravaggio "Judite com a cabeça de Holofernes".
Imperdível!






Praça de Espanha
A Igreja de Trindade dos Montes foi iniciada em 1502 e consagrada a São Francisco de Paula, por soberanos franceses, oitenta anos depois. No ano de seiscentos, Pedro Bernini, pai do já famoso Gian Lourenço, idealizou para o papa Urbano VIII, a fonte com a forma de um barco. Um século depois, surgiu a escadaria de Trindade dos Montes, maravilha barroca, realizada pelo arquiteto Francisco de Santis em 1723, com cento e trinta e oito degraus.
Aqui nesta praça, a Via Condotti oferece refinadas possibilidades de compras, encontrando grifes famosas como Ferragamo, Hermes, Gucci, Valentino, Versace e outros. Aqui também o Café Grego, o mais antigo de Roma, fundado por um grego em 1760, onde abrigou artistas como Goethe, Byron, Wagner. Aqui também a Via Veneto, repleta de hotéis de luxo, cafés famosos e uma grande concentração de embaixadas. Boas compras!



Praça do Povo
Aqui, duas igrejas iguais e um obelisco ao centro. Dessa praça o visitante pode seguir até à Praça de Espanha. Em 1589 o papa Sisto V mandou construir o obelisco, e um século mais tarde outro papa, Alexandre VII, mandou que fossem construídas as duas igrejas gêmeas e simétricas, por Rainaldi; são elas: Santa Maria de Montesanto e Santa Maria dos Milagres.
Daqui pode-se caminhar até Vaticano.







Vaticano

A Cidade do Vaticano é o menor Estado do mundo, com 0,44 quilômetros. Está situada na colina com o mesmo nome, entre Monte Mário e o Gianicolo. Neste lugar o imperador Calígula havia mandado construir um circo e também aqui o Apóstolo Pedro foi crucificado em 67. Foi neste lugar que surgiu esta Basílica, a mais importante de toda a cristandade.
O Estado do Vaticano foi constituído na Idade Média, e cancelado pela unidade italiana em 1870. Então se reconstituiu em 1929. Tem sua própria policia, diplomacia e exército, incluída a famosa Guarda Suíça, que remonta a Júlio II, em 1505. Esta guarda pessoal do papa era formada por duzentos suíços e seu uniforme é idêntico até hoje, tendo sido desenhado por Miquelangelo.
Indo ao Vaticano, não deixe de visitar os museus.
Vamos agora para a Praça Navona.




Praça Navona
Roma barroca. Seu nome quer dizer competição, jogo, referindo-se às batalhas navais, quando a praça ainda possuía o fundo côncavo e era alagada artificialmente para espetáculos navais. As obras aqui são de Bernini, criador da Fonte dos Quatro Rios e Francisco Borromini, que aqui construiu a Igreja de Sant’Agnese in Agone. Além das outras duas fontes que circundam a maior, a de Netuno e a do Mouro, maravilhosos palácios completam a praça. Visitando a praça, deve-se procurar pela Igreja de São Luís dos Franceses, onde encontram-se algumas obras de Caravaggio, como: Vocação de São Mateus, o Martírio de São Mateus e São Mateus e o Anjo, que foi recusado pela Igreja, porque o pintor representou o santo como um velho cansado, e com os pés sujos.
Pertinho dessa praça, caminhamos até o Panteão.




Panteão
O Panteão é a obra mais intacta e complexa da Antigüidade. Foi construído alguns anos antes de Cristo por Marco Agripa, em homenagem a Augusto, mas refeito nas formas atuais por volta de 120 d.C. Complexo porque mistura diversas formas geométricas, como quadrado, esfera, cilindro e porque funde duas estruturas arquitetônicas, a típica dos templos e a esférica, características das termas. A cúpula é sustentada por uma enorme esfera, de espessura cilíndrica de seis metros, maravilhosa pelas proporções, altura e largura iguais: quarenta e três metros e quarenta centímetros, a maior abóbada já realizada em pedra, superior até mesmo à de São Pedro. A única fonte de luz é uma abertura de nove metros. Aqui foram enterrados muitos artistas, como Raffaello, e também alguns túmulos dos Savoia, do rei Vitório Emanuelle II e o rei Humberto I. Vale a pena visitar.
E chegamos ao final de nosso passeio, com a Fontana di Trevi.



Fontana di Trevi
Depois das fontes da Praça Navona, a Fontana di Trevi é a mais imponente, com o oceano ao centro e a carruagem em forma de concha puxada por cavalos marinhos , guiados por tritões. A obra passou por várias reformas, passando por Bernini, Nicola Salvi, e concluída por Giuseppe Pannini. Dizem, que quem lançar uma moeda em suas águas  voltará à Roma.
E existe prazer maior?

1 comentários:

  1. Isto é, para quem adora historia, Roma é sem duvidas uma aula real a ceu aberto.

    Fiquei impressionada ao saber que suaram pedras da fachada do Coliseu para a construção da Basílica de São Pedro.

    Excelente materia.

    Bom final de semana.

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