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setembro 03, 2011

Por favor, leia o texto até o final.

Vou iniciar dizendo que o título é apenas uma brincadeira, pois não existe receita para que um relacionamento dê certo, ou que ele dure muitos anos, ou ainda que ele seja eterno, mas como disse o poeta Vinícius de Moraes “Que seja infinito enquanto dure”.
Mas, supondo que essa brincadeira fique um pouco mais séria, eu, que sou atrevido (e você sinta-se à vontade para me criticar), resolvi elaborar alguns passos para uma relação mais ou menos sadia.

 PRIMEIRO PASSO – A VERACIDADE
A primeira coisa que os dois parceiros precisam ter certeza é de que querem ficar juntos. É lógico que essa certeza que no início pode ser um pouco incerta, e aí entra alguns receios e medos, como por exemplo, o medo de se apaixonar e se entregar, e o receio de não ser correspondido, pode com o tempo ir se transformando em uma situação mais sólida. Portanto deve haver entre ambos um diálogo aberto e sincero.

SEGUNDO PASSO – NÃO FAÇA COMPARAÇÕES
Durante esse período de conhecimento mútuo não se deve comparar o parceiro atual com o “ex”, muito menos as novas situações que surgirão, lembre-se que quem está ao seu lado hoje é outra pessoa, com outros hábitos, outras idéias, outro comportamento, e é aí que está a oportunidade de você crescer e aprender mais. Nós temos tendência a procurar envolvimento com pessoas iguais ou muito semelhantes à anterior, e aí pode estar implícito mais uma vez o medo, ou seja, o medo de não errarmos tanto, já que supostamente achamos que conhecíamos a pessoa anterior. Ledo engano, pois se fosse assim o outro relacionamento não teria terminado, ninguém conhece ninguém! Outro engano é acharmos que, pelo fato dessa nova pessoa ser semelhante à anterior teríamos o controle da situação. Erro crucial, ela pode não aceitar ser controlada ou subordinada, nesse caso a relação não durará um mês. Portanto, se você sentir atração por uma pessoa diferente das que até agora conviveu, não tenha medo, invista e aprenda coisas com ela, inclusive conviver com situações novas.

TERCEIRO PASSO – RESPEITO
Esse é um dos itens que considero mais importante, o respeito engloba uma série de atitudes, é muito amplo. Primeiramente devemos respeitar esse novo parceiro pelo simples fato de ele ter nos aceitado, e nos aceitando não devemos esquecer que suas fichas estão sendo apostadas em nós, e que essas fichas trilharam muitos caminhos de procura a fim de chegarem até nós.

QUARTO PASSO – CONFUSÃO SEXO X AMOR
Sexo é bom e faz bem ao corpo e à mente, porém cuidado para não confundir o bom sexo com amor. Procure estar certo desse sentimento, porque o ato sexual acompanhado com o prazer de estar com o outro é centena de vezes melhor. Enquanto o transar por transar pode aliviar nossas necessidades carnais temporariamente, o ato sexual com amor tem o poder de ir além disso, transcendendo a sentimentos e prazeres muito mais elevados. Pode ser que no início seja um pouco difícil fazer esse tipo de separação, mas com um pouco de tempo pode-se ter noção mais clara, e se por acaso a conclusão chegada for negativa seja verdadeiro com o outro, o respeito também está inserido nesse ato de verdade.

QUINTO PASSO – LIMITE (O BICHO HOMEM)
Uma das características do gênero masculino é “a caça”, independentemente de ser heterossexual ou homossexual o homem traz dentro de si o prazer da conquista. Eu não acho que seria exagero meu dizer que o homossexual é um tanto quanto mais lascivo, travesso, em relação ao homem heterossexual, parece-me que este último traz um pouco mais de limite em sua mente nesse quesito (estou falando em proporções), sendo que é necessária certa condição para que seu fim seja concluído (a caça). Já em relação ao homossexual essa condição parece não ter limite, e o mais interessante é que alguns sentem um infinito prazer na conquista do parceiro do outro. Residiria aí um “quê” de maldade? Eu não saberia explicar, mas preste atenção quando estiver em um bar ou uma boate: se você estiver sozinho pouco chamará atenção dos demais, ou seja, você será apenas mais um no recinto. Entretanto, se estiver acompanhado do seu parceiro, parece que por encanto todos os olhares se voltam ou para você, ou para seu namorado. Estranho, não é mesmo? É exatamente aí que mora o perigo! Tenha consciência do seu limite, se seu relacionamento estiver dando certo não deixe que flertes avulsos e desnecessários acabem com tudo. Seja prudente, procure saber exatamente o que você quer e pretende com seu parceiro, não faça vir abaixo uma relação importante por causa de um simples vício. Não se esqueça do “terceiro passo”.

SEXTO PASSO – TOLERÃNCIA
Os meses se passaram, e a relação está legal. Mas não se iludam, as crises virão, e é aí que vocês dois terão de exercitar a tolerância. Hoje em dia essa palavra está muito em voga, e como pedir tolerância da sociedade se não conseguirmos nem ao menos sermos tolerantes com a pessoa que está ao nosso lado? Ou seja, nosso companheiro(a). Tenho para mim um mandamento: “o diálogo sempre foi e será o melhor caminho”. Se algo o está incomodando, abra-se com seu parceiro(a), exponha o fato, converse. Quando o respeito e a tolerância deixarem de existir numa relação, é sinal que já não há mais um relacionamento sadio. É melhor que o “seja infinito enquanto dure” termine, do que levar adiante feridas não cicatrizadas.

Finalizando
Eu pedi para que você lesse até o final do texto para dizer o seguinte: Tudo o que eu escrevi parece-me ser utopia nos dias de hoje. Todo mundo afirma querer um relacionamento sério, porém a grande maioria mente, ou se não mente vive na ilusão de uma procura cinematográfica. É lógico que não devo generalizar, pois sei que ainda existem pessoas que desejam realmente compartilhar suas vidas, entretanto devo dizer que os prazeres carnais ficaram mais acessíveis, mais fáceis, e a única coisa que se tornou mais difícil foi a união duradoura entre duas pessoas que realmente se amem e se respeitem.
Deixo claro que não sou nenhum moralista de plantão, muito ao contrário, eu sou apenas mais um, a fazer parte dessa minoria, que ainda acredita no amor simples entre duas pessoas. Isso é piegas? Se for, então eu sou um cara piegas, no sentido mais literal.
Como eu disse, esse texto é utópico, e faz parte de um pequeno pedaço do meu mundo interior. Não existem receitas para relacionamentos, mas podem existir sentimentos que se forem verdadeiros, podem se transformar em grandes receitas.

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